mardi 14 avril 2009

Fora da Lei



Voando na incerteza do existir
Além da realidade, aquém do advir
Saía do corpo como se tivesse o direito
Subia o morro da solidão, o sujeito

Desdenhava perigos na alta melancolia
Chorando cantos de dor e magia
No céu de estranheza e torpeza
Dizia adeus à Felicidade, com tristeza

Assim terminava o passeio sem corpo
Um corpo inteiro, desconhecido, alheio
Do qual seria escravo até o suspiro derradeiro

Outros corpos interagiam com aquele
E o sujeito, indiferente, assistia a esse teatro
Do lado de dentro, com seu riso sarcástico em seu átrio

6 commentaires:

Dário Souza a dit…

Uma coisa que eu ainda não consegui aprender é comentar em poesia, sei la poesia é o tipo de coisa que não se comenta se sente.Gostei muito mesmo.Abraço

Joey a dit…

mto boa!

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http://webfuel.blogspot.com/

eu-amo-a-ey a dit…

Também sinto essa dificuldade em comentar. Ainda mais porque as vezes o poeta pensa numa coisa e interpretamos outra totalmente diferente.

Mas de qualquer forma, tá legal o texto e essa imagem deu um toque especial à poesia.

Beijos!

blog a dit…

Eis a melancolia da morte aliada ao alívio por não mais ter de conviver com o horror.
Um poema narrativo, na verdade, mesmo carregado dessa subjetividade que parece engolir leitor e poeta.
Mas vale a leitura, apesar de forçar as rimas. Intencional, imagino.
Abraços.

Ipsis Litteris

Lizzie a dit…

Momento íntimo, "desintimado". Rs.

Muito bem construído!


Um abraço,
www.lizziepohlmann.com

Stephen Mary a dit…

Arrepiei.
Como disse "eu-amo-a-ey", o poeta escreve pensando algo e interpretamos de outra forma. Acho que essa é parte da beleza da poesia.
Senti uma pessoa vivendo uma vida que não queria viver, então, deixou de vivê-la e passou a assistir o que havia a sua volta...
Parabéns!
-Vim do orkut, da Central de Divulgação de Blogs. O meu é de 5 autoras, é introspectivo. Se quiser dar uma olhada, vai ser ótimo. =)