dimanche 17 mai 2009

Eu?! Onde?!



"Ofuscante e colossal, com que rapidez o Sol nascente me mataria

Se eu não pudesse agora e sempre lançar o Sol de dentro de mim."

(Walt Whitman)

Confusa, assustada, flutuo

No fluxo deste enérgico ar.

O desalento do momento

Enfraquece minhas vértebras.


Sinto os vermes babarem.

De olho gordo,

Entrego as rédeas.

Porém temo o amparo.


Este que já até

Não convence, quase renego.

Dói, com força de touro e garra de tigre.


Minha ferida,

Inflamada no peito...

Invisível, mal-amada, que jeito?

3 commentaires:

Djabal a dit…

Vou colaborar com a sua poesia, com outra, em forma de texto do Dostoiévski e que poderá completar ou fechar o pano com muita dignidade:
"Tudo neste mundo é, afinal, UNO. Pouco a pouco ia vendo e sentido que não havia nada forma de mim. Apesar de tudo ser indiferente, sentia, por exemplo, a dor; sim, a dor, sentia-a".
Sonho de um homem ridículo.
Notei que os sentimentos descritos são os mesmos com palavras diferentes.
Beijos e parabéns.

Nadja a dit…

Dizem os escritores que seus melhores textos são inspirados em momentos difíceis, onde os sentimentos afloram com mais sensibilidade. E a dor é um deles, não é? Belo e sensível poema. Parabéns!

Salete Cardozo Cochinsky a dit…

Lirismo, que versos!
O último fecha com o sabor do saber.
Parabéns