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mercredi 14 décembre 2011

avanço




Tão poucos sentimentos a carne permite. Esta palavra ausente que sustenta... ser. 
O que é essa coisa que o espelho impinge à vista? Corpo aberto a se habitar por falta de opção, enquanto o que importa ninguém compreende por ser a gramática e o dicionário apenas reflexos da imperfeição humana? Dígitos, material, frio sob a pele do dedo martelando o susto interior do que se é feito?
O que se bebe é pouco; do que se desiste, vive-se. Seria a máxima concretização aludir ao que, em silêncio, sabe-se? Ou cair na profundeza que a sensatez alheia pressiona a evitar? O que se diz não passa da impossibilidade detransmitir outra coisa. Covardia ante o si que se recusa. 
Aprende-se a calcular palavras assim como acontece com os números? Escrever implica abster-se de força e se apresentar à tarefa como quem nada quer. Um vazio do encontro desencontrado e desolado com o saber nada levar consigo, nem mesmo experiência. 
O tempo passa. Sente-se a intenção da qual o inferno está repleto.
Que são pessoas senão a consequência de um modo de compreender algo perdido pois passado?
...
 ...quando a pausa é um avanço!

jeudi 16 juillet 2009

Melancolia





Preciso agir, rápido. Não posso mais adiar. Cumpri minha missão: fiz com que a vida de todos ao meu redor não fosse fácil. Agora devo partir. Espero apenas os amigos ditarem-me como.

Não há de demorar. Eu sinto. Eu sei. Sei também que ninguém compreenderá. Mas assim foi sempre. Não fará diferença.

Desejo, de qualquer modo, que meus órgaos possiveis sejam doados e meu corpo sirva para pesquisa de medicamenntos, principalmente o cérebro, na esperança de contribuir com os próximos que experimentarem a inabilidade vital emocional a que fui acometida.

Que se possa saber mais!
Que se possa sofrer menos!
Irei em paz!