mardi 14 avril 2009
Fora da Lei
Voando na incerteza do existir
Além da realidade, aquém do advir
Saía do corpo como se tivesse o direito
Subia o morro da solidão, o sujeito
Desdenhava perigos na alta melancolia
Chorando cantos de dor e magia
No céu de estranheza e torpeza
Dizia adeus à Felicidade, com tristeza
Assim terminava o passeio sem corpo
Um corpo inteiro, desconhecido, alheio
Do qual seria escravo até o suspiro derradeiro
Outros corpos interagiam com aquele
E o sujeito, indiferente, assistia a esse teatro
Do lado de dentro, com seu riso sarcástico em seu átrio
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6 commentaires:
Uma coisa que eu ainda não consegui aprender é comentar em poesia, sei la poesia é o tipo de coisa que não se comenta se sente.Gostei muito mesmo.Abraço
mto boa!
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Também sinto essa dificuldade em comentar. Ainda mais porque as vezes o poeta pensa numa coisa e interpretamos outra totalmente diferente.
Mas de qualquer forma, tá legal o texto e essa imagem deu um toque especial à poesia.
Beijos!
Eis a melancolia da morte aliada ao alívio por não mais ter de conviver com o horror.
Um poema narrativo, na verdade, mesmo carregado dessa subjetividade que parece engolir leitor e poeta.
Mas vale a leitura, apesar de forçar as rimas. Intencional, imagino.
Abraços.
Ipsis Litteris
Momento íntimo, "desintimado". Rs.
Muito bem construído!
Um abraço,
www.lizziepohlmann.com
Arrepiei.
Como disse "eu-amo-a-ey", o poeta escreve pensando algo e interpretamos de outra forma. Acho que essa é parte da beleza da poesia.
Senti uma pessoa vivendo uma vida que não queria viver, então, deixou de vivê-la e passou a assistir o que havia a sua volta...
Parabéns!
-Vim do orkut, da Central de Divulgação de Blogs. O meu é de 5 autoras, é introspectivo. Se quiser dar uma olhada, vai ser ótimo. =)
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